
O Image Replication Imaging Spectrometer (IRIS), um dispositivo portátil sensível a mudanças de cores não detectadas pelos olhos humanos, foi desenvolvido na Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, e poderá ser usado tanto para fins militares como médicos.
De acordo com o site NewScientistTech, a retina humana, que detecta luz colorida, é sensível a apenas uma certa gama do espectro de luz visível, com as cores primárias sendo vermelho, verde e azul. Todas as cores percebidas então são composições desta paleta básica, sistema replicado também em câmeras digitais, por exemplo. Com o IRIS, desenvolvido por um grupo de cientistas liderado por Andrew Harvey, esta paleta básica é composta de 32 cores diferentes.
Empresas britânicas de segurança já trabalham em versões portáteis, de tamanhos semelhantes a câmeras de vídeo, que poderão ser usadas em situações em que a detecção de minas terrestres ou veículos camuflados, por exemplo, seja necessária.
Mas as aplicações da nova tecnologia não se limitam apenas a fins bélicos: IRIS está a ser testado para uso em diagnósticos de enfermidades através da análise do fluxo sanguíneo, no Cheltenham General Hospital, no Reino Unido.
in Terra – Tecnologia, 15 de Dezembro de 2006
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